“MÃE”: Uma obra eterna



Olá, queridos leitores!


Quero dividir com vocês o texto das abas do livro “MÃE” de Máximo Gorki, de uma edição antiga, achei muito interessante e convidativa para conhecer os livros desse grande escritor russo:

“Gorki significa amargo em russo, Máximo Gorki, ou melhor, Alexis Maximovich Peshcov, trouxe conscientemente para seu nome toda a amargura que foi sua vida. Ajudante de pedreiro e padeiro, ele conheceu o lado mais cruel de uma existência, quase sempre cheia de privações e misérias”.

“Desse material esquálido, Gorki recolheu a beleza de sua literatura. Porque toda sua obra é impregnada de vivências ao lado de marginais, prostitutas, ladrões, párias, toda uma galeria de tipos que hoje povoam seus romances, contos, peças teatrais e que representam o que melhor foi produzido na literatura russa em todos os tempos. E por isso ficou eterno”.

"Nascido em Nijni Novgorod em 1868, Máximo Gorki ficou órfão antes de completar 8 anos, tendo sido educado pelos avós maternos. Com apenas dez anos, inicia-se como aprendiz de sapateiro, que logo após abandona para entregar-se à vida errante. Com um cozinheiro de um barco do Volga aprendeu a ler e a gostar de leitura. Nesse período começa a interessar-se pelos grandes escritores clássicos e os mestres da literatura russa”.

“Na fase pré-revolucionária da Rússia tornou-se líder. Foi preso. Tentou o suicídio. E a bala que perfurou o seu pulmão transformou-o num tuberculoso para o resto da vida”.



MÃE antes de um livro é um símbolo. Nele, encontramos a pujança e a bravura de um povo em luta contra as hostilidades políticas. A palavra mãe isolada, nos causa impacto, pelo que desperta de amor, desprendimento e sacrifício”.

“Este o papel de Pelaguea Nilovna, a mãe gorkiana, cujas desventuras e heroísmo vêm desafiando os anos e, certamente, desafiará os séculos, porque a literatura tem esse dom de imortalizar as verdadeiras obras-primas. MÃE, que já foi filme várias vezes, peça teatral, folhetim, radiofonizado, encontrará sempre um leitor para se emocionar e se identificar com o mundo gorkiano”.

“A novela MÃE (alguns críticos literários atribuem-na ao gênero do romance) foi, pela primeira vez, impressa em 1906-1907, numa tradução para o inglês num jornal americano. Foi editada, em forma de livro, na língua russa, em 1907, em Berlim, e em tradução para a língua inglesa, em Nova Iorque e em Londres. Na Rússia, a novela foi editada em 1907-1908 com grandes cortes da censura, no boletim “Conhecimento” (Znanie). O seu texto integral foi, pela primeira vez, publicado em 1917 pela editora “Vida e Conhecimento” (Jyzn i Znanie). Para esta edição o texto foi novamente redigido por Gorki. Em 1922, Gorki fez a última revisão do original “Mãe”, preparando os textos de suas criações para a edição de suas obras completas pela editora “O Livro” (Kniga)”.

NOTA:

As obras de Gorki repercutiram no Brasil, à época dos anos 30, com “OS CORUMBAS”, de Amando Fontes, “é um dos raros romances autenticamente proletários da ficção brasileira. Lembra algumas páginas de Gorki, aquelas em que o russo se limitava, no seu carinho pelos humildes, a constatar situações dolorosas, sem fazer proselitismo”. OS CORUMBAS, “é um romance pioneiro sobre muitos aspectos, inclusive pela abordagem de um tema urbano na literatura do Nordeste”.

Então, fica a dica de leitura!


ONDE ENCONTRAR OS LIVROS:





















“Os CORUMBAS": Estante Virtual; Saraiva; Mercado Livre.




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