Loteria da Babilônia, por Rogério Prego




Olá Pessoal! 

Já falei sobre meu livro de contos "Meu Sagrado Reino da Escuridão", no texto "Rogério Prego e o Reino da Escuridão", aqui neste blog.  Agora, vamos à Loteria...
O roteiro deste romance foi inspirado em dois contos de Jorge Luis Borges, na letra de Raul Seixas e numa constelação de letras da MPB. Também bebi em suas fontes: Papus e Crowley. E ao seguir tais passos, me reencontrei com um dos mais eruditos escritores de todos os tempos: Dante Alighieri. Se no Príncipe dos lobos, eu faço a “redução do chiste”, aqui em Loteria da Babilônia, eu reconstruo o chiste, apresentando um protagonista ávido em querer escrever o roteiro da própria aventura. Assim, ele descobre que a sociedade não passa de uma loteria tecida na torre de uma babel, mas ele faz o seu jogo! De blefe em blefe, se notabiliza por suas tiradas inteligentes. Diferente do herói viril e valente, mas nem por isso, menos ambicioso!

O enredo de “Loteria da Babilônia” é simples: tento fazer uma crítica à jornada do herói romanesco e sua aventura particular, quer dizer, insinuo que a jornada não existe na vida real e que a aventura particular é impraticável. Talvez, exista uma viagem e mesmo assim podendo ser abortada por um “carimbador maluco” (citando a letra de Raul Seixas) — um burocrata de cartório ou instituição pública e, pode ser mesmo, o doutor barrando o candidato que busca um título na academia. Até que o protagonista se descobre diante da Torre de Babel, o que seria a sociedade e suas instituições — um trocadilho com o conto de Borges “Biblioteca de Babel” — onde os homens e seus destinos são julgados, nos remetendo ao conto “A Loteria na Babilônia”, também de Borges. Porque, eu acredito que a vida real é escrita nas relações humanas e não no mundo criado por virgulações e orações intercaladas, mas de ritmo truncado e inclusive, interrompendo de súbito, só se conhece o mundo, lendo as pessoas — isso é o que as pessoas fazem no seu dia-a-dia. Usando a frase de Oscar Wilde: Na realidade, a arte reflete o espectador e não a vida.

Sempre busco pesquisar sobre o tema que estou escrevendo, porque não acredito em literatura de puro entretenimento. Não acredito que o leitor busca apenas isto, acredito que ele busca se identificar com a história contida no livro. E o mesmo ocorre com o escritor, porque ele possui um passado, onde encontra fatores que o diversifica da sociedade onde nasceu; o antagonismo com os costumes do seu meio o faz buscar sociedades longínquas ou imaginadas; busca as relações que mantêm entre si homens concretos; porque nas sociedades captamos mais do que ideias ou regras; captamos homens, grupos e comportamentos. E para fazer isso, o escritor deve estudar e pesquisar bastante, pensar e moer os pensamentos, fazer malabarismos com os diferentes instrumentos de comunicação para não se ver sob uma luz duvidosa! Repetindo, a arte reflete o espectador e não a vida.

Loteria da Babilônia. 

https://clubedeautores.com.br/book/187616--LOTERIA_DA_BABILONIA#.ViJCzW6z5xE



Comentários

  1. "meu SAGRADO REINO DA ESCURIDÃO" também está disponivel pela CreateSpace, no link: https://www.createspace.com/5768110

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