MAX SCHRECK, O ESPANTO ALEMÃO!



 Max Schreck, nascido Maximilian Schreck (1879 ― 1936), foi um ator alemão de teatro e de cinema, famoso por sua brilhante atuação como o vampiro Conde Orlok, um retrato assustador de um vampiro, no filme mudo de FW Murnau Nosferatu, Uma sinfonia de horrores (1922), clássico do terror.



Sua vida fora da tela, no entanto, permanece um mistério. Alguns relatórios indicam que seu pai era um funcionário público. Schreck estudou seu ofício em um teatro de Berlim e viajou em algumas produções regionais. Eventualmente, ele se juntou ao grupo teatral famoso de Max Reinhardt, em Berlim. A partir do final de 1910, Schreck trabalhou com uma companhia de teatro de Munique, aparecendo em produções de escritores famosos como Bertolt Brecht. Ele também interpretou papéis no cinema mudo. Em 1921, Schreck foi escalado para o seu papel mais famoso, do diretor FW Murnau.

Ainda em 1921, Max Schreck é apresentado a F. W. Murnau por Max Reinhardt. Nessa oportunidade, ele é contratado pela Prana-Film para trabalhar como o protagonista de Nosferatu, uma sinfonia de horrores. Sua esposa, Fanny Schreck, também é contratada para atuar no filme, fazendo o papel de uma enfermeira hospitalar, embora seu nome não tenha sido creditado. Apesar do desgastante processo judicial movido pela viúva de Bram Stoker, que condenou a Prana-Film por violação de direitos autorais da obra Drácula, levando-a à falência, Max Schreck tornou-se muito famoso, graças ao enorme sucesso de sua interpretação do vampiro Conde Orlok. Com sua estatura alta e magra, Schreck amplificou sua aparência, já inquietante, com unhas longas, maquiagem pesada e orelhas falsas para se tornar um dos monstros mais terríveis do cinema.




Murnau também ajudou a aumentar o terror de Nosferatu usando locais reais do Leste Europeu, para rodar o filme. Infelizmente, nem todo mundo foi conquistado pelo filme de terror fascinante de Murnau. O filme provou ser um grande sucesso nos Estados Unidos e ajudou a lançar uma carreira em Hollywood para seu diretor. Mas Schreck não recebeu muito valor pela sua atuação no filme.



LENDAS SOBRE MAX SCHRECK


A palavra alemã schreck significa “susto, espanto”. Fundamentado nisso, no desconhecimento de sua pregressa carreira de ator e na repercussão de sua antológica interpretação e perfeita caracterização como Conde Orlok, papel no qual condensa o mal e a repugnância, muitos pensaram que Max Schreck era, na verdade, um vampiro que fora contratado por F. W. Murnau para dar maior veracidade à personagem e, assim, produzir uma obra-prima atemporal. O pagamento seria o direito de morder o pescoço e chupar o sangue da grande estrela do filme, a atriz Greta Schröder, na cena final.

Essa lenda serviu de inspiração para que Steven A. Katz elaborasse o roteiro de A sombra do vampiro, filme dirigido por E. Elias Merhige. Nessa obra, John Malkovich interpreta um atormentado F. W. Murnau, que se divide entre a direção da equipe e o controle dos impulsos tenebrosos de Max Schreck, um vampiro que ele contratara para dar maior autencidade ao papel do Conde Orlok. O sublime desempenho de Willem Dafoe, que interpretou um bizarro Max Schreck, rendeu-lhe, como ator coadjuvante, uma indicação ao Oscar e ao Globo de Ouro de 2001, além de algumas premiações.



Outra lenda, também fruto da ignorância quanto ao seu trabalho no teatro, foi disseminada por alguns historiadores do cinema, que especularam sobre Max Schreck ser um pseudônimo de algum ator conhecido, cioso de não ter sua imagem associada permanentemente a um vampiro abominável. O maior suspeito de usar Max Schreck como pseudônimo era Alfred Abel, ator alemão que atuou em filmes importantes, tais como Dr. Mabuse, o jogador e Metrópolis, ambos de Fritz Lang, além de Terra em chamas e Fantasma, ambos de F. W. Murnau. O curioso é que, em 1924Max Schreck e Alfred Abel atuaram juntos em um outro filme de Murnau, a comédia As finanças do Grão-Duque.


Schreck, supostamente, nunca fez outro filme de terror após Nosferatu. Foi lembrado apenas por seu desempenho como vampiro, mas realmente trabalhou em uma variedade de gêneros. Schreck continuou a trabalhar em filmes alemães e no palco para o resto de sua vida. Ele estava fazendo o Grande Inquisidor em Don Carlos em uma produção de Munich de 1936, quando adoeceu. Schreck morreu no dia 19 de fevereiro de 1936. Lembrado pela primeira representação cinematográfica de Drácula, Schreck inspirou os atores que seguiram seus passos, como Klaus Kinski. 



Para quem nunca assistiu ao filme de 1922 dirigido por Murnau, vai um link abaixo do filme completo e legendado:



Comentários

  1. Caramba, que legal essa sua biografia de Max Schreck! Adorei teu blog. Muito interessante!! De vez em quando faço umas biografias assim também no meu blog, que é totalmente diferente do seu, mas eu adorei!! Passarei por aqui mais vezes, pois também amo desenhos, quadrinhos, arte...
    Sucesso, viu?! Bjoo!!
    www.ruivaounao.blogspot.com.br

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    1. Rubi Nanda, fico muito feliz que tenha gostado do blog é uma satisfação enorme saber que alguém gostou. E espero que continue gostando de nossas postagens.
      Já visitei o seu site é achei super interessante e já me tornei um membro dela. Um grande abraço.

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    1. Olá Carol Walrus, coloquei o link do vídeo de Murnau. Espero que curta. Um abraço!

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