OSCAR WILDE OU, DORIAN GRAY.


Escritor de origem irlandesa, Oscar Fingall O’Flahertie Wills Wilde nasceu em Dublin, em 1854, e morreu em Paris, em 1900. Realizou seus estudos no Trinity College de Dublin, e, em 1874, ingressou no Magdalen College de Oxford. Premiado por seu poema Ravenna em 1878, tornou-se conhecido como escritor. Ao mesmo tempo, por suas tendências homossexuais e seus costumes excêntricos para época — cabelo comprido, roupas vistosas, gosto por flores e porcelana azul —, foi, frequentemente, objeto de sátiras.



Em 1889, viajou para os Estados Unidos, onde realizou conferências sobre o pré-rafaelismo. No mesmo ano, escreveu a peça Vera. Regressando a Europa, instalou-se em Paris. Em 1888, publicou O Príncipe Feliz e Outros Contos, seguido de O Crime de Lord Arthur Savile e Outras Histórias (1891). Seguiram-se O Retrato de Dorian Gray (1891) e a coletânea de conntos Uma Casa de Româs (1892). Destacou-se também como dramaturgo, com as comédias O Leque de Lady Windermere (1892), Uma Mulher sem Importância (1895). Todas essas peças satirizavam, através do absurdo, os costumes da Era Vitoriana. O moralismo manifesto nessas obras tornou-se acentuado na peça Salomé (1893), interditada na Inglaterra.

Casado desde 1884, Wilde teve dois filhos. Mas simultaneamente mantinha uma ligação com o jovem Alfred Douglas. Isso o levaria, em 1895, à condenação a dois anos de trabalhos forçados por corrupção de menor. Depois disso, abalado moral e fisicamente, adotou o nome de Sebastian Malmoth, mas logo viria a falecer, deixando as obras Baladas do Cárcere de Rading (1898) e De Profundis (1905), onde relata suas experiências na prisão. Escreveu ainda Poemas (1881), a peça A Duquesa de Pádua (1891), e A Alma do Homem sob o Socialismo (1892), em que expões ideias anarquistas.


PREFÁCIO DE “O RETRATO DE DORIAN GRAY”

O artista é o criador de coisas belas.
Revelar a arte e ocultar o artista é a finalidade da arte.
O crítico é aquele que pode traduzir, de um modo diferente ou por um novo processo, a sua impressão das coisas belas.
A mais elevada, como a mais baixa, das formas de crítica é uma espécie de autobiografia.
Os que encontram significações feias em coisas belas são corruptos sem ser encantadores. Isto é um defeito.
Os que encontram belas significações em coisas belas significam unicamente Beleza.
UM LIVRO NÃO É, DE MODO ALGUM, MORAL OU IMORAL. OS LIVROS SÃO BEM OU MAL ESCRITOS. EIS TUDO.
A aversão do século 19 ao Realismo é a cólera de Calibã por ver o seu rosto num espelho.
A aversão do século 19 ao Romantismo é a cólera de Calibã por não ver o seu rosto num espelho.
A vida moral do homem faz parte do tema para o artista, mas a moralidade da arte consiste no uso perfeito de um meio perfeito. O ARTISTA NADA DESEJA PROVAR. ATÉ AS COISAS VERDADEIRAS PODEM SER PROVADAS.
Nenhum artista tem simpatias éticas. A simpatia ética num artista constitui um maneirismo de estilo imperdoável.
O artista jamais é mórbido. O artista tudo pode exprimir.
Pensamento e linguagem são para o artista instrumentos de uma arte.
Vício e virtude são para o artista materiais para uma arte.
Do ponto de vista da forma, o modelo de todas as artes é a do músico. Do ponto de vista do sentimento, é a profissão do ator.
Toda arte é, ao mesmo tempo, superfície e símbolo. Os que buscam sob a superfície fazem-no por seu próprio risco. Os que procuram decifrar o símbolo correm também seu próprio risco.
NA REALIDADE, A ARTE REFLETE O ESPECTADOR E NÃO A VIDA.
A divergência de opiniões sobre uma obra de arte indica que a obra é nova, complexa e vital.
Quando os críticos divergem, o artista está de acordo consigo mesmo.
Podemos perdoar a um homem por haver feito uma coisa útil, contanto que não a admire. A única desculpa de haver feito uma coisa inútil é admirá-la intensamente.
TODA ARTE É COMPLETAMENTE INÚTIL.



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Comentários

  1. Eu li esse livro quando tinha uns 12 anos. Meu pai tinha essa coleção enorme do "Clube do livro" e tinha vários desses livros, a ordem de leitura, recomendações, era bem interessante.

    E o livro, é realmente inesquecível, o personagem achava que podia fazer maldades e sair ileso, mas o quadro registrou tudo o de ruim que ele fez. O final foi inesquecível.
    Li na sequência "As ligações perigosas" e embora se passava em um tempo anterior, eu senti uma semelhança, no sentido que "os fofoqueiros serão punidos".

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    Respostas
    1. Olá Victor Hugo Carbalho! Que bom te ver por aqui.
      O livro de Oscar Wilde é sutil, irônico e realmente envolvente pelas criticas do autor. Assisti ao filme como também li o livro o que me fez odiar o personagem, mas a crítica a vida moral do homem é o que mais chama atenção.

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